FUTEBOL MASCULINO DECADA DE 70

 

Um craque em destaque 








Nome: JORGE OSMAR GUARNELLI 
Nascimento: 18 de fevereiro de 1952 (20 anos). Carioca, nascido na Pavuna, GB. 
OSMAR 
Começou a jogar como lateral-esquerdo no Pavunense, ingressando em 1970 no BOTAFOGO DE FUTEBOL E REGATAS, passando logo a figurar no quadro principal como quarto-zagueiro.
Em 15 de maio deste ano, foi convocado, pela primeira vez, para participar da Seleção Brasileira que disputará a Taça Independência. Ao mesmo tempo, foi indicado para integrar a Seleção Olímpica que vai disputar os Jogos Olímpicos de Munique, Alemanha. 
Realizou diversos treinos com a Seleção Brasileira de Profissionais, tendo sido desligado desta para se dedicar somente à Seleção Olímpica. A decisão foi tomada pela Comissão Técnica da CBD, atendendo ao regulamento desses certames. Possui um estilo clássico, moldado em características próprias e grande senso de colocação.

Acervo particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Revista Oficial do BFR nº 1 de maio a junho de 1972
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MELHOR DO NORDESTE AGORA NO BOTAFOGO 


MARINHO — Francisco das Chagas Marinho nasceu em Natal, Rio Grande no Norte, há 20 anos. Mede 1,76m e calça chuteira 40, bico largo. Joga nas duas laterais defensivas com o mesmo vigor e classe. Tido como o mais importante jogador do Nordeste, deste ano. Começou jogando no ABC, transferindo-se para o Naútico, que o trocou com o Botafogo pelo atacante Paraguaio. Este ano, no campeonato pernambucano, jogando na lateral esquerda, foi um dos artilheiros do clube, totalizando 5 gols. Última partida com a camisa do Náutico foi contra o Sport Clube Recife, jogo que venceu por 2x1, depois de estar perdendo por 1 x 0. Confessa: sempre torceu pelo Bota, desde que se "vidrou" pelo futebol. Era um sonho envergar a camisa alvinegra. E agora o faz com a certeza de que, ali, pela canhota, vai chegar à seleção brasileira.
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FISCHER O GOLEADOR 

Como todo Fischer (Robert, o enxadrista e Ernest, o das artes), Rodolfo José Fischer tem seu lugar garantido no estrelato. Seu pai é o brasileiro Benjamim Fischer e sua mãe Natalie Fischer. Nasceu no dia 16 de julho de 1944, na cidade de Obera, no estado de Misiones, Argentina; casado com Ana Maria, tem um filho, Frederico Alexandre. É Caranguejo, pessoa de ótima formação, sem vícios e grande responsabilidade profissional. Pesa 85 quilos e mede 1,85 m. Pertenceu ao Atlético Obera e San Lorenzo, de Almagro. Defendeu a AFA de 67 a 72. Sua posição, agora, é ponta-esquerda, mas veste a 10 e 11 sem nenhum problema. Satisfeito com o Botafogo, sua ambientação tem sido rápida, considerando-se que para um jogador estrangeiro é bem difícil "estourar" logo de saída. Dentro de pouco tempo (ele mesmo sabe disso), Fischer estará desempenhando com eficiência sua função maior: fazer gois. E temos certeza que será mais um ídolo da torcida alvinegra. 
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OS ARTILHEIROS DO BOTAFOGO

Carlos Antônio Dobbert de Carvalho Leite, Nilo Murtinho Braga e Heleno de Freitas, pela ordem, foram os jogadores que mais fizeram gols pelo Botafogo em jogos do Campeonato Carioca e, por isso, são considerados os três maiores artilheiros do clube em todos os tempos. Com os 168 gois que marcou, Carvalho Leite conquistou uma boa vantagem sobre Nilo, que tem 135 gols anotados, e Heleno, que fez 125 ao longo de sua atribulada carreira. Numa só temporada, porém, o artilheiro-recordista é Augusto Willemsens (Augustinho), que, em 1942, jogando pela equipe da divisão de amadores — extinta dois anos depois —, conseguiu marcar 75 gols em 34 partidas, o que lhe dá a média de 2,2 gols em cada uma delas. Finalmente, em apenas um jogo o recordista é Gilbert Hime. No legendário 24 a 0 sobre o Mangueira, no dia 30 de maio de 1909, marcou 9 gois. No período do amadorismo (1906-1934), Nilo é o recordista de gols numa temporada da equipe principal, com os 30 que marcou em 1927. Abelardo, com 22 gols na histórica campanha de 1910, Luís Meneses, com 21 em 1918, e Carvalho Leite, com 20 em 1932, são os que lhe seguem mais de perto no período. No profissionalismo, o recorde é de Heleno, com 28 gols em 1942, quando o Botafogo foi vice-campeão carioca. Somente Dino da Costa e Quarentinha (duas vezes) aproximaram-se da marca obtida por Heleno. Em 1954, jogando num ataque com Garrincha, Carlyle e Vinícius, Dino marcou 24 gols, tornando-se artilheiro do campeonato. Em 1959 e 1960 foi a vez de Quarentinha: 27 e 25 gols, a maioria deles em chutes fortíssimos de pé esquerdo. Com tantos artilheiros em seu time, o Botafogo se deu ao luxo de vender o passe de seis deles no auge de suas carreiras. O primeiro da lista foi Heleno de Freitas, o melhor atacante do clube em 1947 (11 gois), transferido para o Boca Juniors. Zezinho, artilheiro do time em 1952 (15 gols), também mudou de camisa, pouco tempo depois, passando a jogar pelo Flamengo. Em 1955, após marcar muitos gols numa excursão do Botafogo pela Europa, Dino foi vendido para o Roma. Na ocasião, Vinícius, que também começava a se destacar como artilheiro, teve seu passe negociado com o Nápoles. Os mais recentes foram Paulo Valentim, Amarildo e Paulo César. Paulinho empolgou os argentinos no Sul-Americano de 1959, jogando pela seleção brasileira, e o Botafogo não resistiu à oferta do Boca Juniors. E de 1960 em diante ele se transformou num dos maiores ídolos da torcida do clube mais popular de Buenos Aires. A venda de Amarildo para o Milan ocorreu em 1963. O jovem atacante do Botafogo — na ocasião tinha 23 anos — se destacara no Campeonato Mundial disputado no Chile e só ficou mais um ano no clube. O último da lista foi Paulo César. Artilheiro da equipe do Campeonato Carioca de 1971 (11 gols), ele hoje pertence ao Flamengo. 

Acervo particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Revista Os grandes clubes brasileiros nº 13 de 1972
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Artilheiros


Acervo particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Revista Os grandes clubes brasileiros nº 132 de 1972
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Botafogo x  Santos equilíbrio de forças 


 
A partir de 1958, quando o Brasil conquistou na Suécia o seu primeiro título de campeão mundial de futebol, o Botafogo (com Garrincha) e o Santos (com Pelé) tornaram-se os clubes brasileiros mais requisitados para exibições no exterior. O bicampeonato mundial no Chile, em 1962, reforçou a posição de ambos. Afinal, o Botafogo (com Nílton Santos, Didi, Garrincha, Amarildo e Zagalo) e o Santos (com Gilmar, Mauro, Zito e Pelé) eram a própria seleção brasileira. O destaque internacional evidentemente teria que provocar uma grande rivalidade nacional: Botafogo x Santos transformou-se no jogo mais sensacional do futebol brasileiro por toda a década de 60. Mas a rivalidade entre os alvine-gros carioca e paulista vem desde 1918, quando eles se enfrentaram pela primeira vez. De lá para cá, Botafogo e Santos jogaram 40 vezes e dividiram as vitórias, com 15 para cada um e 10 empates. O Botafogo marcou 86 gols, enquanto o Santos fez 90. Os números das estatísticas se encarregam de demonstrar o equilíbrio entre os dois clubes brasileiros de maior prestígio no exterior. 
Acervo particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Revista Os grandes clubes brasileiros nº 13 de 1972
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IMORTAIS DO FUTEBOL 

Marfim Silveira capitão do Brasil em dois mundiais 
Gerações de 1910 a 1930 lembram-se com carinho e saudade de Martim Silveira, um dos maiores centro-médios que o mundo produziu, em todos os tempos. Martim Mércio da Silveira era ainda um garoto, quando chutou as primeiras bolas nos campos de Bagé. Em 1926, iniciou-se no Guarani, de sua cidade natal, concluindo uma das mais brilhantes carreiras de futebolistas, em 1940, no Botafogo. Assombrou plateias em todas as partes do mundo, onde exibiu sua classe, durante os 14 anos de atividades ininterruptas. Além da técnica aprimorada; revelou espírito de liderança, a par de uma elegância fora do comum, num jogador de futebol. Há quem o ache semelhante (no sentido da postura) ao extraordinário jogador alemão, dos nossos dias, Beckenbauer. 
Um pouco de história 
Alto (quase 1,90m), atlético, sempre educado e enérgico, era uma espécie de técnico dentro do campo. Jogador com aptidões insuperáveis, que "olhava" o jogo no próprio gramado, e podia mudar a fisionomia de uma partida durante o seu desenrolar. 
Aos 16 anos (imberbe, ainda), Martim, comprido e com cara de menino, foi conduzido dos juvenis para o primeiro time do Guarani, inicialmente, como centro-avante (hoje a terminologia o apontaria como ponta-de-lança). Aos 18, como de costume nas cidades do interior, veio para o Rio com uma finalidade: cursar escola superior. Aí o Botafogo entrou, definitivamente, na vida do grande craque brasileiro. 
Um pequeno mistério 
O ingresso de Martim, no Glorioso, sua aproximação ao Clube, é um mistério que perdura no tempo. Quem o teria trazido para General Severiano? Através dos anos, várias figuras de botafoguenses têm reivindicado a "descoberta". Há quem diga que a tradição influiu: gaúchos sempre tiveram predileção, no Rio, pelo alvinegro. 

A carreira 
Martim, o sóbrio, foi campeão pelo Botafogo no Campeonato Carioca de 1930, repetindo o feito em 1932, 1934 e 1935. Centro-médio e capitão do time. Em 1933, transferiu-se para Buenos Aires, durante uma temporada, sagrando-se campeão pelo Boca Juniors. No ano seguinte, retornou ao alvinegro. 
Capitão da seleção brasileira nos campeonatos do mundo de 1934 e 1938, na Itália e França. Nas duas oportunidades, apesar do elenco excepcional de craques imortais, o Brasil não foi feliz. Jogavam no quadro do Brasil, entre outros, Domingos da Guia, Leônidas da Silva, Batatais, Válter, Perácio, Tim, Hércules, Machado. A Itália, vencendo os dois campeonatos, abiscoitou o primeiro bi na história da então Taça Jules Rimet. Defendendo as cores cariocas, Martim viria a sagrar-se, também, campeão brasileiro. Era mais um título. 
Deixando de atuar como legítimo craque de várias gerações, Martim Silveira, em 1940, exerceu a profissão de técnico dos juvenis e profissionais do Botafogo. 
Martim Mércio da Silveira nasceu em 19 de março de 1910, na mais gaúcha das cidades do Rio Grande do Sul. Bagé, até hoje, rende homenagem ao seu filho famoso. O pai, Tupy Silveira, estancieiro e político, foi prefeito da cidade. Martim fez o ginasial no Colégio Salesiano de Bagé. 
No Rio, cursou a Escola de Veterinária, onde viria a formar-se, dedicando-se, porém, ao serviço público. Era aposentado do Ministério da Fazenda, como Fiscal do Imposto de Consumo. Casado com Dora Duque Estrada Meyer da Silveira, ex-atleta do Botafogo, teve dois filhos (botafoguenses como os pais): Flávio Tupy e Sérgio Martim. 
Nos últimos anos de sua vida, dedicava-se mais às corridas de cavalo (talvez angustiado pela erradicação da estética no futebol). 
Desapareceu em 26 de maio deste ano, deixando entre nós a lembrança de sua extraordinária presença na história do futebol brasileiro. 

Acervo particular Alceu Oliveira Castro Jungsted
Fonte: Revista Oficial do BFR nº 2 de julho, agosto e setembro de 1972
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TAÇA BRASIL
A única vitória dos cariocas

O Botafogo é o único clube carioca que conquistou a Taça Brasil, a mais importante competição interclubes do país até o momento em que a CBD instituiu o Campeonato Nacional. Como campeão carioca de 1961-62-67-68, o Botafogo qualificou-se quatro vezes para disputá-la com os clubes campeões dos demais Estados, mas só conseguiu ganhá-la na última vez. Muitos fatores contribuíram para cortar o caminho do Botafogo em direção à Taça Brasil: más arbitragens, contusões de seus principais jogadores e, também, atuações surpreendentes de seus adversários. O fator sorte, igualmente, influiu. Em 1967, por exemplo, o Botafogo perdeu para o Atlético Mineiro no cara-ou-coroa, depois de disputar 120 minutos de futebol corrido e aplicado. O azar foi tanto que coube justamente a um botafoguense, Geraldo Starling Soares, jogar a moeda para o ar no Estádio Minas Gerais. Em 1969, porém, na competição referente ao ano de 1968, o Botafogo finalmente, através do capitão de seu time, Afonsinho, colocou as mãos na X Taça Brasil - troféu que ficou em poder do clube e que hoje está bem guardado em General Severiano. A campanha do Botafogo, entretanto, teria que ser marcada com uma curiosidade: a desistência do Metropol. Na primeira partida, disputada no Rio, o Botafogo venceu fácil por 6 a 1. Na segunda, em Florianópolis, o Metropol, inesperadamente, ganhou de 1 a 0. Pelo regulamento, o terceiro jogo, decisivo, teria que ser disputado no campo do Metropol. Mas, como a data marcada pela CBD obrigava uma partida noturna, o regulamento teve que ser alterado, simplesmente porque o Metropol não tinha refletores em seu estádio. A novela, porém, não terminou aí. No dia da decisão, com o mando de campo invertido, caiu um temporal no Rio e o árbitro Armando Marques, julgando o gramado de General Severiano impraticável, suspendeu a partida aos 10 minutos do 29 tempo, quando o placar era de 1 a 1. Os dirigentes do Metropol, entretanto, não esperaram por uma nova data: levaram o time para Florianópolis e desistiram da taça. Afastando o Cruzeiro e o Metropol, o Botafogo ficou em condições de decidir a Taça Brasil com o Fortaleza. No primeiro jogo, realizado em Fortaleza, dois gols sensacionais de Ferreti, no segundo tempo, fixaram o placar em 2 a 2, tirando a alegria dos cearenses, que já se julgavam vencedores com a vantagem de 2 a 0 obtida no início. Na última partida, no Maracanã, o Botafogo não encontrou qualquer dificuldade para vencer por 4 a 0, conquistando o título de campeão brasileiro. 

X Taça Brasil - 1968 Jogos - Metropol, de Santa Catarina (6 a 1, 0 a 1 e 1 a 1), Cruzeiro, de Minas Gerais (1 a 0 e 1 a 1), e Fortaleza, do Ceará (2 a 2 e 4 a 0). Total de jogos 7, vitórias 3, empates 3, derrota 1. Gols pró 15, contra 6, saldo 9. Jogaram: Carlos Roberto (7), Ferreti (7), Moreira (7), Afonsinho (6), Zé Carlos (6), Valtencir (6), Humberto (5), Leônidas (5), Zequinha (4), Roberto (4), Ubirajara (4), Cao (3), Paulo César (3), Rogério (3), Torino (3), Dimas (2), Chiquinho (2), lroldo (2), Lula (2), Moisés (2), Nei Conceição (2), Gérson (1), Botinha (1), Paulistinha (1). Total: 24 jogadores. Artilheiros: Ferreti (7), Afonsinho (2), Roberto (2), Rogério (2); Humberto (1) e Paulo César (1). 

Acervo particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Revista Os grandes clubes brasileiros nº 13 de 1972 
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Botafogo 
O clube das decisões

Cinco sensacionais vitórias em seis partidas decisivas do Campeonato Carioca de Futebol, nos últimos 25 anos, dão ao Botafogo o maior índice de aproveitamento em jogos finais no Rio de Janeiro. Ao longo de tantos campeonatos — muitos deles definidos por antecipação —, Flamengo (55), América (60) e Bangu (66) ganharam uma decisão; Vasco da Gama duas (50 e 58); Fluminense três (51, 64 e 71) e Botafogo cinco (48, 57, 62, 67 e 68). Durante a era do Maracanã, que corresponde ao moderno futebol carioca, Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco da Gama dividem o número de títulos conquistados (5 para cada um), mas o clube alvinegro mantém uma vitória de vantagem sobre o Fluminense em partidas decisivas. Nas seis finalíssimas que disputou, de 1948 a 1971, o Botafogo derrotou o Vasco da Gama duas vezes, o Flamengo uma, o Fluminense uma e o Bangu uma. Seu único insucesso ocorreu diante do Fluminense, quando perdeu o título num gol que até hoje provoca discussões. Em suas cinco vitórias, sagrando-se campeão, o Botafogo marcou 18 gols e sofreu apenas quatro. O Bangu, em 1967, foi o clube que ofereceu a maior resistência. O Fluminense, em 1957, foi o que perdeu pela maior contagem. 

A VEZ DO VASCO 
General Severiano, 12 de dezembro de 1948. O time do Botafogo, com o cachorrinho Biriba à frente — a maior de todas as suas superstições — entra em campo para a sua última partida do Campeonato Carioca. Com quatro pontos perdidos, o clube precisa vencer para conquistar o título. O Vasco da Gama, ou, na linguagem de sua torcida, o esquadrão cruzmaltino, também tem quatro pontos perdidos e não admite a hipótese do empate e de uma melhor-de-três. Vai jogar pela vitória. Com dois minutos de jogo, o Botafogo já está ganhando. Pirilo empurra um passe até Braguinha, na esquerda. O ponteiro vai até a linha de fundo e cruza alto sobre a área. A bola passa por Barbosa e Otávio, e encontra a cabeça de Paraguaio, que a faz estufar as redes do Vasco. Aos 40 minutos do primeiro tempo o Botafogo marca 2 a 0. Paraguaio chuta forte, a bola bate nas pernas de Barbosa e sobra para Braguinha, na pequena área. Braguinha não vacila e toca para o gol num bolo de jogadores. Nem bem começa o segundo tempo e o Botafogo marca o seu terceiro gol. São cinco minutos e Braguinha enfia um passe em profundidade para Otávio. O contra-ataque é terrível e Otávio, na entrada da área, chuta sem chance de defesa para Barbosa. Um minuto e meio depois, surge o último gol da partida. Friaça cruza na área, Ávila tenta cortar de cabeça e joga a bola dentro de seu próprio gol: Botafogo 3 a 1. Segunda-feira, 13 de dezembro de 1948. Chega um telegrama de Buenos Aires para o Botafogo: "Jogadores profissionais do Botafogo PT Venceslau Braz 72 PT Felicitações campeonato obtido PT. Sinto-me radiante tão grande feito PT Viva Botafogo PT Heleno de Freitas". 

A VEZ DO FLUMINENSE 

1957 Paulo Valentim de bicicleta, marca o 3º gol
Maracanã, 22 de dezembro de 1957. Com oito pontos perdidos, o Botafogo só pode ser campeão se derrotar o Fluminense, que leva a vantagem do empate com os seus 7 pontos perdidos. O Botafogo, o mais supersticioso clube carioca, voltou a usar calções negros e Paulo Valentim, seu centroavante, veste uma camisa com o número 8. Ele acha que o 9 dá azar. O Fluminense de tantos títulos está tranquilo. No turno, com um gol de Escurinho, de pé esquerdo, ganhou de 1 a 0. Quando o primeiro tempo da partida termina, poucos acreditam no placar: Botafogo 3 a 0. Paulinho, aos 3, 41 e 45 minutos, marcara três gols sensacionais, o ultimo deles de bicicleta. Começa o segundo tempo e o Fluminense, com Escurinho, diminui para 3 a 1. Mas Paulinho está inspirado e marca o quarto gol. Pouco depois, Garrincha faz 5 a 1 e Paulinho, novamente, aumenta para 6 a 1. O jogo já está acabando, e os jogadores do Botafogo, comemorando, parece que nem prestam atenção quando Valdo marca o segundo e último gol do Fluminense. Botafogo 6 a 2. Tomé rasga a camisa, Nílton Santos, também. O túnel vira um tumulto e João Saldanha é abraçado. Paulo Valentim, desmaiado, sai de campo carregado. Os jogadores do Fluminense, surpresos, não sabem o que fazer.  

A VEZ DO FLAMENGO 

1962 Garrincha abre o score contra o Flamengo

1962 Garrincha passa por Gérson

Maracanã, 15 de dezembro de 1962. É uma tarde cinzenta de sábado e o Botafogo, mais uma vez, entra em campo em desvantagem para decidir o Campeonato Carioca. O Flamengo tem 7 pontos perdidos e pode empatar. Flávio Costa, inclusive, parece disposto a garantir o zero a zero, escalando um meio-campo com Carlinhos, Nelsinho e Gérson. Mas o Botafogo tem Garrincha e leva para o campo uma tonelada de superstições. Os seus jogadores, apesar do calor abafado, usam camisas de mangas compridas. São nove minutos de jogo e Garrincha avança livre pela direita, depois de driblar Jordan. Quase no bico da pequena área chuta cruzado e marca o primeiro gol do Botafogo. Aos 33 minutos a jogada praticamente se repete. Garrincha avança e, da linha de fundo, cruza para a área. Vanderlei se afoba, mete a cabeça na bola e, de nariz, marca contra o segundo gol. Logo no início do segundo tempo, Zagalo escapa pela esquerda. Dá para Amarildo e recebe de volta mais na frente. Da lateral da área cruza para a meia-lua. Quarentinha salta e executa uma tesoura-voadora. O chute explode no peito do goleiro Fernando e a bola sobra para Garrincha. É o terceiro e último gol dos 3 a 0. O Botafogo ganha a partida e o bicampeonato. 

A VEZ DO BANGU 

Maracanã, 17 de dezembro de 1967. O Botafogo entra em campo debaixo de uma chuva torrencial para decidir o título com o Bangu, campeão carioca do ano anterior. Os dois clubes têm quatro pontos perdidos e vão jogar pela vitória. Zagalo, antes da partida, disse que o Botafogo jogaria fechado, esperando pegar o Bangu no contra-ataque. E logo aos 12 minutos começou a acontecer o que o técnico alvinegro esperava. Roberto recebe um passe em profundidade, Luís Alberto toca de cabeça para trás, na tentativa de cortar o lançamento, e a bola fica com Mário Tito. O zagueiro do Bangu, pretendendo atrasar para Ubirajara, joga a bola nos pés de Roberto, que sempre perseguiu a jogada. E Roberto, correndo, toca para as redes quando o goleiro veio ao seu encontro. Aos 6 minutos do segundo tempo, num lance individual de Mário, o Bangu empata. Mas Gérson, aos 22 min, marca o gol da vitória, depois de uma tabelinha com Paulo César. 

OUTRA VEZ O VASCO 

Maracanã, 9 de junho de 1968. Vinte anos depois daquela partida no estadinho de General Severiano, o Botafogo está novamente diante do Vasco para decidir o Campeonato Carioca. A semana corre com uma guerra-de-nervos implacável, e os dois times, parecendo sentir a responsabilidade, entram em campo com um atraso de 15 minutos. Pela primeira vez, o Botafogo joga podendo empatar. E Zagalo, a cautela personificada, quer que o seu time jogue fechado para atrair o Vasco, que só será campeão se ganhar. Os jornais falam em revanche de 1948 e a partida começa nervosa. O Botafogo, porém, toca melhor a bola e seus jogadores parecem mais dispostos. Aos 14 minutos, Jairzinho estica um passe sensacional para Roberto, que espera a saída de Pedro Paulo para fazer o primeiro gol. Aos 33 min, Paulo César avança pela esquerda e cruza rasteiro. A bola passa pela frente do gol e encontra Rogério, do outro lado. O ponteiro, rápido, chuta e marca o segundo gol. No segundo tempo o Botafogo continua a dominar. Aos 17 minutos, Gérson deixa Jairzinho sozinho diante de Pedro Paulo, e o mais perigoso atacante alvinegro chuta forte e rasteiro para colocar 3 a 0 no placar. Quatro minutos depois, Pedro Paulo, goleiro do Vasco, comete um sobrepasso. Paulo César, obedecendo os dois lances, toca para Gérson, que por cobertura, encerra o escore. Os reservas, Afonsinho à frente, invadem o campo para comemorar o bicampeonato, mas são expulsos por Armando Marques. O time do Vasco, diante da superioridade do Botafogo, aceita a nova derrota em mais uma decisão. 



Acervo particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Revista Os grandes clubes brasileiros nº 13 de 1972
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 BOTAFOGO FOI CAMPEÃO NO TORNEIO INÍCIO DE 1977

O Botafogo levantou brilhantemente o primeiro grande título de futebol de 1977, ganhando, no dia 13 de março, o "Torneio Inicio" dos clubes cariocas, no Maracanã.

Outro aspecto a ser admirado nesse feito, e de maior importância para nós, botafoguenses, é o Troféu conquistado que leva, por feliz coincidência, o nome do nosso querido Carlito Rocha, personalidade histórica do clube.

Carlito Rocha não ia ao Maracanã desde 1968, quando seu clube foi campeão, também disputando a final contra o Vasco. Ele teve uma dupla satisfação: além do Torneio Início ter o seu nome, viu o seu time campeão.

Carlito Rocha chegou ao estádio pouco antes das 13 horas. Com duas rosas vermelhas - ele as havia recolhido antes de ir para o Maracanã, na Capelinha de General Severiano - torceu como um jovem. Mesmo de bengala, andando lentamente, já com alguma dificuldade, foi ao campo cumprimentar um por um os jogadores e ainda encontrou fôlego para ir ao vestiário, participar da festa.

- Estou torcendo e rezando muito. Quero ver o Botafogo campeão do Brasil  - dizia aos jogadores.

O último Torneio havia sido justamente levantado pelo Botafogo, em 1967, sendo que, no regime profissional, o alvinegro é o maior ganhador do Torneio, já tendo sido campeão seis vezes, tricampeão em 1961, 1962 e 1963.

O nosso time, desfalcado de seis titulares - Perivaldo, Oscar, Nilson Dias, Dé, Gil e Paulo César, contou com os seguintes jogadores: Ubirajara, China, Odélio, Renê, Rodrigues Neto, Carbone, Luisinho, Manfrini, Ademir, João Paulo, Mário Sérgio, Ricardo, Tiquinho, Mendonça e Cremilson.

E para chegar ao resultado final, eliminou o Bangu, América, Flamengo e Vasco, na partida final. Vamos aguardar, agora, o Campeonato Carioca, jogando, já no próximo dia 27, contra o Fluminense.
Termos um timaço

Fonte: Boletim Oficial BFR no 227 jan mar 1977
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BOTAFOGO QUEBROU TABU EM BRASÍLIA

Ao conseguir lotar o Estádio Presidente Médici, em Brasília, no último dia 17 de julho, tendo contra si o fato da televisão anunciar para o mesmo horário transmissão direta, Via Embratel, de uma partida no Maracanã, o Botafogo provou ser realmente o dono da maior torcida no Distrito Federal. Isso porque apesar de encontrar-se desfalcado de Rodrigues Neto, Gil, Paulo Cesar e Perivaldo, ainda assim fez chegar aos cofres do estádio a quantia de 262 mil cruzeiros, quebrando o "tabu" local de prejuízo certo em partidas realizadas aos domingos, a tarde, quando a televisão sempre transmite diretamente jogos do campeonato carioca e de outros centros esportivos.

A torcida do Botafogo compareceu quase que em massa ao estádio, agitando suas bandeiras, fazendo estremecer o estádio quando da entrada do time em campo e, a seguir, quando dos seus 5 gols contra o simpático e aguerrido Taguatinga, seu adversário e excelente anfitrião.

Por esse motivo é que antes de deixar a Capital Federal, através do seu representante naquela cidade, Jorge Martins, o Botafogo recebeu o honroso convite para inaugurar no próximo dia 7 de Setembro o novo estádio da Cidade-Satélite de Taguatinga, com capacidade para 35 mil pessoas, no momento em fase de conclusão, quando, se aceito o convite, deverá ser alvo de novas manifestações calorosas do povo brasiliense e, principalmente, da maior torcida da cidade: a nossa.


Fonte: Boletim Oficial BFR no 229 jun jul 1977
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O JUVENIL DE FUTEBOL BRILHOU EM MINAS GERAIS

O nosso time juvenil de futebol, campeão invicto do primeiro turno do Campeonato Carioca, Viajou, no ônibus do Clube, para o interior de Minas Gerais, para realizar dois jogos, sob a Chefia do Vice-Presidente Henrique José Pereira de Lucena. No dia 28 de junho jogou, à noite, na cidade de São João Del Rei, proporcionando ótima impressão, apesar do cansaço da viagem. A nossa equipe derrotou o Atlético Club pela contagem de 4x0, com renda calculada em cerca de 55 mil cruzeiros. Além desse magnífico resultado, segundo relatório encaminhado ao Presidente Charles Borer, o trio de arbitragem foi péssimo. O juiz da partida anulou dois tentos legítimos, além de não marcar um pênalti a nosso favor. Mas o time, em noite de gala, prendou à grande assistência, que lotava o estádio local, com uma exibição digna das melhores equipes de futebol. Cumprindo rigorosamente às instruções do técnico Joel Martins da Fonseca, com passes de primeira e com deslocamentos rápidos, deu ao público presente uma apresentação merecedora dos maiores elogios. Ainda pelo que informou o Chefe da nossa Delegação, logo após a conquista do nosso 2° tento, o público, fazendo justiça ao espetáculo que todos assistiam, passou a aplaudir ao nosso quadro como se ele fosse da cidade de São João Del Rei.

Depois de ressaltar, inclusive, a disciplina reinante, relativamente à conduta de qualquer membro da Delegação, o Sr. Henrique José Pereira de Lucena apenas lamentou o fato ali ocorrido ou seja o arrombamento do vestiário e os atletas serem roubados em dinheiro e objetos de uso pessoal.

OUTRA GOLEADA, AGORA EM LAVRAS

No dia seguinte, o time Juvenil seguiu para a cidade de Lavras, para um "match treino" com o ESAB, vinte e quatro horas depois do primeiro jogo, com outra boa exibição do nosso quadro, repetindo em parte a apresentação do jogo anterior, derrotando o seu leal adversário, que há dias havia  vencido o quadro profissional da União Bandeirantes, do Paraná e se mantinha invicto há várias partidas, pelo mesmo escore de 4X0, apesar de uma noite muito fria.
Conquistamos mais uma vez a platéia presente e os mesmos elogios  anteriores foram feitos à Delegação. Mas convém, no entanto, destacar  o seguinte do relatório do Vice-Presidente Henrique de Lucena, entregue ao nosso Presidente:

- "Fique certo V. Sa. que se continuarmos prestigiando o trabalho honesto e eficiente que vem sendo desenvolvido pelo Departamento de Futebol Amador, dando-lhe todo o apoio técnico e financeiro, dentro em breve teremos muitos jogadores, feitos em nosso Clube, no time principal, o que, a meu ver, representará o melhor investimento de capital que o Botafogo poderá fazer.

Dias depois, em 17 de julho, o time juvenil viajou novamente, no ônibus do clube para a cidade mineira de São João Nepomuceno, sob a chefia de Ayrton Lopes, onde, depois de seis longas horas de estrada, jogou contra o Operário F. C. e foi de quem ganhou, apesar de alguns desfalques, por 4x2, com três gols de Wecsley, esse magnífico jogador, em grande partida realizada, e um de Cesar. Foi outra belíssima exibição da nossa equipe, dirigida pelo Joel, com a presença de enorme torcida. Mais uma vez ficou demonstrado o prestígio do BFR em terras mineiras. Do relatório apresentado, constata-se ainda que a arbitragem foi bem até o Botafogo consignar o seu segundo tento, depois se desmandou, tentando, de toda forma, beneficiar o quadro da cidade. Mas não foi possível. Quanto aos jogadores do BFR, sem exceção, todos tiveram um comportamento exemplar, dentro e fora do campo. Trouxeram, para enriquecer ainda mais o patrimônio do clube, o "Troféu Prefeito Antonio Cavaleiro”.

Vamos, agora, aguardar o returno do Campeonato Estadual.


Fonte: Boletim Oficial BFR no 229 jun jul 1977
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ULTIMA HORA! BOTAFOGO CAMPEÃO JUVENIL DE FUTEBOL! Vitória sobre o Flamengo, dá o primeiro título conquistado em Marechal Hermes

Estávamos fechando a paginação desta Revista, quando resolvemos incluir a notícia, desde logo, da vitória do time juvenil de futebol do Botafogo contra o Flamengo, por 2 x 0, no campo do Bangu, quase lotado, sagrando-se, merecidamente, campeão de 1977. Na primeira partida da série melhor de quatro pontos, o BFR, venceu por 1 x 0. A nossa torcida, em Moça Bonita, bem mais numerosa do que a do Flamengo, comemorou a conquista do título com grande entusiasmo, invadindo o campo, e carregando os jogadores que, com muita garra, dominaram inteiramente a partida. Depois que o Botafogo passou a treinar em Marechal Hermes, há poucos meses, é o primeiro título conquistado pelo Clube. O time formou assim: Marquinhos, Beto, Tião (Celso), Ronaldo e Sergio; Wecsley, índio e Ademir; Campos, Silva e Clovis. Nossos parabéns aos nossos jogadores, ao técnico Joel e ao major Possolo, Diretor de Futebol. No próximo número daremos maiores detalhes da campanha do time.

Acervo particular Angelo Antonio Seraphini

Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 230 de agosto e setembro de 1977

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CAMPEÃO JUVENIL DE FUTEBOL! 
O BOTAFOGO RECUPERA, ASSIM DEPOIS DE DEZ ANOS, A HEGEMONIA DO FUTEBOL JUVENIL 
Depois da grande vitória sobre o Flamengo, a torcida invadiu o campo e carregou em triunfo nossos campeões, dando a tradicional volta olímpica pelo gramado. 
Coroando excelente campanha, o BOTAFOGO sagrou-se Campeão Carioca de Futebol Juvenil de 1977. Recuperamos assim a hegemonia no Futebol Juvenil carioca, pois nosso último triunfo deu-se em 196O. Foi uma campanha muito bonita, onde a supremacia de nossa equipe em todo o primeiro turno do Campeonato, deu-nos a posse do "Troféu Edmundo Bertroux" (conquistado de maneira invicta), após uma série de nove vitórias consecutivas. Partimos então, para a segunda fase do Campeonato Carioca onde não fomos tão bem quanto no turno anterior, mesmo assim, ameaçando a conquista do Flamengo, que habilitou-se a ser nosso adversário numa melhor-de-quatro pontos decisiva do título máximo de 1977. A decisão, cercada de grande expectativa no reduto dos dois clubes, iniciou-se no domingo dia 2 de outubro, no Estádio do Bangu A.C. Nossa torcida desde cedo tmava as dependências do próprio banguense, onde assistiu e comemorou a vitória botafoguense por 1x0, gol de falta do meio-campo Wecsley. Saía o ALVINEGRO na frente do seu adversário, necessitando da vitória na peleja seguinte, para levantar o almejado título. E, no ensolarado sábado, dia 9 de outubro de 1977, o GLORIOSO levava de vencida o Flamengo, ainda em Moça Bonita, por 2x0, gols do artilheiro Silva e do ponta-esquerda Clóvis. Foi uma vitória insofismável, que deixou a grande torcida do BOTAFOGO (maioria absoluta no Estádio) delirante, havendo a imediata invasão do gramado, por parte da garotada, logo após o apito final do árbitro da partida. Nossos campeões foram carregados em triunfo e deram a tradicional volta olímpica pelo gramado. Um pitoresco fato ocorreu durante a partida final: a ajuda prestada pelo "gandula" Wilson Quaresma, de 12 anos de idade, que "segurava" a bola todas às vezes em que ela era atirada pela linha-de-fundos, retardando o reinicio da partida. A vibração do pequeno Wilson era enorme apos a partida, pois o seu BOTAFOGO era o Campeão. Verifique agora todos os dados técnicos da campanha botafoguense durante o Campeonato. 

1º TURNO 
1º — Contra o Fluminense. Data: 27/3/77. Local: Maracanã — Resultado: Empate, 1x1. Equipe: Marquinho, Beto, filão, Ronaldo e Serginho; Wecsley e Indio (Gilberto); Paulista, Silva, Ademir (Nilton) e Clóvis. Gol: Silva. 
2º — Contra o São Cristóvão. Data: 2/4/77. Local: São Januário. Resultado: Empate, 0x0. Equipe: 02waldo, IludSon, Tião, Ronaldo e Nela; Wecsley e índio; Gilberto (Campos) Paulista, Silva e Clóvis. 
3º - Contra a Portuguesa. Data: 10/4/77. Local: Ilha do Gov. — Resultado: BOTAFOGO, 2x1. Equipe: Oswaldo, Beto, Ronaldo, Milton e Nelio; Wecsley e Ademir (índio); Paulista, Silva, Campos e Laurindo (Clóvis). Gols: Ronaldo e Clóvis. 
4º — Contra o Flamengo. Data: 16/4/77. Local: S. Januário. Resultado: BOTAFOGO, 1x0. Equipe: Oswaldo, Beto, Tião, Ronaldo e Serginho; Wecsley e índio ,(Milton); Campos. Silva, Nilton (Cesar) e Clóvis. Gol: Clóvis. 
5º -- Contra o Olaria. Data: 24/4/77 Local: Teixeira de Castro. Resultado: BOTAFOGO, 2x1. Equipe: Marquinho, Beto, Tião, Ronaldo e Serginho; Wecsley e índio (Nilton); Campos, Silva, Cesar (Paulo) e Clóvis. Gols: Beto e Serginho. 
6º — Contra o América. Data: 1/5/77. Local: Maracanã. Resultado. BOTAFOGO, 2x1 — Equipe: Marquinho, Beto, Ronaldo, Tião e Serginho; Wecsley e Indio; Campos. Silva, Cesar (Paulista) (Nilton) e Clóvis.  
7º — Contra o Madureira. Data: 8/5/77. Local: S. Januário — Resultado: BOTAFOGO, 2x0. Equipe: Marquinho, Beto, Ronaldo, Tião e Serginho; Wecsley e índio; Campos, Silva (Gilberto), Cesar (Ademir) e Clóvis. Gols. Serginho e Campos. 
8º — Contra o Bonsucesso. Data: 15/5/77 — Local: S. Januário — Resultado: BOTAFOGO 4x1 — Equipe: Marquinho, Beto, Pião (Celso), Ronaldo e Serginho; Wecsley e índio; Campos, Silva, Cesar e Clóvis. Gols: Wecsley 2; Campos e César 1. 
9º — Contra o Campo Grande. Data: 22/5/77 — Local: S. Januário —Resultado: BOTAFOGO, 4x1 — Equipe: Marquinho, Beto, Celso, Ronaldo e Serginho; Wecsley (Ferreira) e índio; Campos, Silva, Cesar (Ademir) e Clóvis. Gois: Silva 2; Celso e Clóvis 1. 
10º — Contra o Vasco da Gama. Data: 29/5/77 — Local: Maracanã. Resultado: BOTAFOGO 3x0. Equipe: Marquinho, Beto ,(Ademir), Tião, Ronaldo (Celso) e Serginho; Wecsley e Índio; Campos, Silva. Cesar e Clóvis. Gols: Silva 2; Clóvis 1. 
11º — Contra o Bangu. Data: 5/6/77 — Local: Moça Bonita — Resultado: BOTAFOGO, 2x1 — Equipe: Marquinho, adio, Celso, Ronaldo e Serginho; Wecsley e Ademir Campos, Silva, Cesar (Paulista) e Clóvis (Nilton). Gols: Campos e Silva. 
2° TURNO 
12º — Contra o C. Grande. Data: 23/7/77 — Local: Ítalo Del Cima Resultado: Campo Grande, 2x1 — Equipe: Marquinho, Beto Celso, Ronaldo e Serginho; Wecsley e índio (Ademir); Campos, Silva, Cesar e Clóvis (Fernando). Gols Silva. 
13º — Contra o América. Data: 31/7/77. Local: Maracanã Resultado: Empate, 1x1. Equipe: Marquinho, Beto (Ademir), Celso, Ronaldo e Serginho; Wecsley e índio; Campos, Silva, Cesar (Fernando) e Clóvis. Gol: Campos. 
14º — Contra o Bonsucesso. Data: 6/8/77 — Local: Teixeira de Castro — Resultado: BOTAFOGO 1x0 — Equipe: Marquinho, índio, Celso, Ronaldo e Serginho; Ferreira e Ademir; Campos (Fernando), Silva, Cesar (Paulista) e Clóvis. Gol: Fernando. 
15º — Contra o Madureira. Data: 13/8/77 — Local: Cons. Galvão —Resultado; Madureira, 1x0 — Equipe: Marquinho, Índio, Celso, Ronaldo e Serginho; Wecsley e Ademir; Fernando (Cesar), Silva, Campos e Clóvis (Nilton). 
16º — Contra o Vasco da Gama. Data: 21/8/77 — Local: Maracanã —Resultado: BOTAFOGO, 3x0 — Equipe: Oswaldo, Índio Tião, Ronaldo (Celso) Serginho; Wecsley e Ademir; Campos (Fernando); Silva, Cesar e Clóvis —Gols: Wecsley, Silva e Clóvis 1. 
17º — Contra o São Cristóvão. Data: 27/8V77. — Local: F. de Melo — Resultado — Empate, 1x1 — Equipe: Oswaldo, índio, Tião, Ronaldo e Serginho; Wecsley e Ademir; Campos (Paulista). Silva. Cesar e Clóvis. Gol:  Wecsley 
18º — Contra o Bangu. Data: 4/9/77 — Local: Ilha do Gov. Resultado: BOTAFOGO 5x1 — Equipe: Oswaldo indio, Tião, Ronaldo e Serginho; Wecsley (Paulista) e Ademir; Fernando, Silva, Campos (Cesar) e Clóvis. Gols: 5.2-va 2; Fernando, Cesar e Clóvis 1. 
19º — Contra o Fluminense — Data: 719/77 — Local: Moça Bonita BOTAFOGO, 1x0 Equipe: Oswaldo, Beto, Tião, Ronaldo e Serginho,  Wecsley e Índio; Fernando (Paulista). Silva, Ademir (Nilton) e Clóvis. Gols marcado contra, pelo zagueiro Wiler. 
20º — Contra a Portuguesa. Data: 10/9/77 — Local: S. Januário — Resultado: 2x0 — Equipe: Osvaldo, Beto (Nilton), Tião, Ronaldo, e Serginho; Wecsley e Ademir; Fernando (Campos). Silva, Indio e Clóvis. Gois: Wecsley e Silva. 
21º — Contra o Flamengo. Data: 18/9/77 — Local: Maracanã — Resultado: Flamengo, 2x1 — Equipe: Oswaldo, Beto, Tião, Ronaldo (Celso) e Serginho; Wecsley e Ademir (Cesar); Campos, Silva, índio e Clóvis. Gol: Silva. 
22º — Contra o Olaria. Data: 25/9/77 — Local: Moça Bonita — Resultado: Olaria 4x1 — Equipe: Marquinho, Mauro, Celso Ferreira e Evaldo; Nilton e Gilmar; Fernando, Paulista (Ademir), Cesar (Clóvis) e Gil. Gol: Cesar.
DECISÃO 
23º — Contra o Flamengo. Data; 2/10/77 — Local: Moça Bonita — Resultado: BOTAFOGO, 1x0 — Equipe: Marquinho, Beto, Tião, Ronaldo e Serginho; Wecsley e índio; Campos, Silva, Ademir (Paulista) e Clóvis. Gol: Wecsley. 
24º — Contra o Flamengo. Data: 8/10/77 — Local: Moça Bonita — Resultado: BOTAFOGO. 2x0 — Equipe: Marquinho, Beto, Tião (Celso), Ronaldo e Serginho; Wecsley e índio; Campos, Silva, Ademir e Clóvis. Gols: Silva e Clóvis. Renda: Cr$ 46.370,00 — Arbitro: Wilson Carlos Santos. 
RESUMO 
Jogos: 24. Vitórias: 16. Empates: 4. Derrotas: 4. Gols pró: 43. Gols contra: 19. Saldo: 24. Jogaram: Clóvis, 24 vezes; Ronaldo e índio, 23 vezes; Wecsley, 22 vezes; Serginho e Campos, 21 vezes; Ademir, 18 vezes; Cesar, 17 vezes; Beto e Tião, 16 vezes; Marquinho. 15 vezes; Celso, 12 vezes; Paulista, 11. vezes; Oswaldo, vezes; Fernando, 7 vezes; Nilton, 6 vezes; Ferreira, 3 vezes; Evaldo, Nélio e Milton, 2 vezes; Mauro, Hudson, Gil, Gilmar, Paulo. Laurindo e Gilberto, 1 vez. 

TOTAL: 28 jogadores. Artilheiros: Silva, 12 gois; Clóvis, 8 gols; Wecsley, 6 gols; Campos, 5 gols; Cesar, 3 gols; Fernando e Serginho, 2 gols; Beto, Celso e Ronaldo, 1 gol; contra, 2 gols. 
TOTAL: 43 tentos.  Os parabéns de todo o BOTAFOGO ao Diretor da Seção, Major Oscar Burgos Possolo, ao Treinador Joel Martins, ao Preparador Físico Prof. Paulo Roberto. Médicos: Drs. Tauser e Dante; Luiz Lopes roupeiro), Mauro Vermelho (auxiliar), Walter Rodrigues (massagista), Francisco e Armindo (motoristas) e João Costa, que juntamente com os 28 atletas, foram fatores vitais na importante conquista. O BOTAFOGO recebeu (posse transitória) o TROFÉU DUQUE DE CAXIAS, por parte do CND e receberá no ano que vem no aniversário da Federação Carioca de Futebol, o Troféu oferecido por esta (posse definitiva). 

Acervo particular Roberto Castro Barbosa
Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 231 out dez de 1977
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MAGNIFICA A CAMPANHA DO BOTAFOGO NA COPA BRASIL 

Continuando a sua participação na Copa Brasil de 1977, o BOTAFOGO como 1º colocado na fase anterior, invicto há dezoito jogos, teve designados os seguintes concorrentes na sua Chave: Operário de Campo Grande (MT), Fluminense (RJ), Botafogo de Ribeirão Preto (SP) e CSA de Maceió (AL). Nossa estréia deu-se no domingo, dia 4 de dezembro, contra o Botafogo de Ribeirão Preto, na casa do adversário. Iniciamos muito bem a partida e abrimos a contagem aos 7min da primeira etapa, com um tento de Nilson. Continuamos a apertar e obtivemos uma penalidade máxima a nosso favor, aos 45min desta fase. Paulo César cobrou e converteu o segundo ponto para os alvinegros. Houve, então, um sem número de agressões ao árbitro da peleja, por parte dos dirigentes locais. E, num lance logo após o reinicio da contenda, o Sr. Agomar Martins consignou um pênalti de compensação para o time de São Paulo — pênalti este que quase foi defendido pelo nosso arqueiro Zé Carlos. Cedemos o empate ao iniciar-se a segunda etapa e o placar não mais alterou-se. A 7 de dezembro, entramos no gramado do Maracanã, para enfrentar a boa equipe do Operário de Mato Grosso. Inauguramos o marcador ainda na primeira etapa, com um pênalti cobrado magistralmente por Paulo César. Na segunda etapa, a equipe matogrossense conseguiu igualar a contagem. No domingo, 11 de dezembro, era jogado mais uma vez, o já tradicional "Clássico Vovô", contra o Fluminense. Após uma boa apresentação da nossa equipe e algumas chances desperdiçadas, nosso ponta-direita Gil aproveitou-se de uma jogada infeliz do tricolor Marinho e colocou a bola nas malhas do arqueiro Wendel — aos 41min da fase final, para delírio da galera alvinegra, em maioria no Estádio. Estava decretada a vitória botafoguense praticamente e obtida a classificação à fase seguinte do Brasileirão-77. Encerramos nossa participação nesta fase da Copa Brasil, vencendo com tranqüilidade a equipe alagoana do CSA, por 3x1, no Maracanã. Colocamos 3x0 no marcador — Mendonça, 2 e Paulo César — e levamos um gol; em virtude de um descuido da nossa defesa. Classificamo-nos, então, no Grupo "T" da fase semifinal, tendo corno adversários o Atlético, o Cruzeiro, Bahia, Fast e América de Natal. 
Eis os dados técnicos da equipe alvinegra: 
1º jogo — Contra o Botafogo (SP) — Local: Ribeirão Preto. Data: 4-12-77. Resultado: 2x2. Equipe: Zé Carlos, Perivaldo, Osmar, Renê e Rodrigues Neto; Luizinho e Mendonça; Gil. Nilson, Bráulio e Paulo César. Gols: Nilson e Paulo 
2º jogo — Centra o Operário (MT) — Local: Maracanã. Data: 7-12-77. Resultado: Empate, lxl. Equipe: Zé Carlos, Perivaldo, Osmar, Renê e Rodrigues; Carbone, Sérgio e Mendonça; Gil, Nilson, Bráulio e P. César. Gol Paulo César. 
3º jogo — Contra o Fluminense (RJ) — Local: Maracanã. Data: 11-12-77. Resultado: BOTAFOGO, 1x0. Equipe: Zé Carlos, Perivaldo, Osmar, Renê e Rodrigues; Luizinho e Mendonça (M. Sérgio); Gil, Nilson, Bráulio e Paulo César. Gol: Gil. OBS.: O atleta Mário Sérgio foi expulso. 
4º jogo — Contra o CSA (AL) — Local: Maracanã. Data: 14-12-77. Resultado: BOTAFOGO, 3x1. Equipe: Zé Carlos, Perivaldo, Osmar, Fred e Rodrigues; Luizinho e Mendonça; Gil, Nilson (Ricardo), Bráulio (Carbone) e Paulo César. Gois: Mendonça, 2 e Paulo César. OBS.: O atleta Fred foi expulso. 
Classificando-se para a Fase Semifinal da Copa Brasil de 1977, juntamente com as equipes do Bahia, Atlético Mineiro, Cruzeiro, América (RN) e Fast — Chave T o BOTAFOGO apresentou-se muito bem, sendo alijado da disputa, invicto, por possuir menos uma vitória que o alvinegro de Minas Gerais. Nosso quadro apresentou um excelente futebol, dando a todos a certeza de que, se em outra chave estivesse colocado, seria um dos finalistas do certame. A prova maior da boa performance alcançada pela equipe da ESTRELA SOLITÁRIA, é a nossa 2ª colocação no índice geral de aproveitamento da Copa Brasil-77. Alcançamos o total de 68,52 pontos, ficando apenas atrás do Atlético, que obteve 79,32 pontos. Nossa equipe atuou 18 vezes, obteve 11 vitórias, 7 empates e não foi derrotada uma vez sequer; conquistamos 37 pontos; nossa artilharia marcou 30 tentos e a retaguarda deixou passar apenas 8 gols — saldo de 22 tentos. O São Paulo, Campeão Brasileiro, colocou-se em terceiro lugar na contagem geral. Bem, resta-nos tributar os aplausos a todos os responsáveis e atletas participantes empenhados nesta excelente campanha do futebol botafoguense, augurando que este excelente aproveitamento, repita-se na temporada que ora se inicia. Eis os dados técnicos que complementam os acima publicados: 
1º jogo — Contra o Bahia. Data: 29-1-78. Local: Salvador. Resultado: Empate, Gol Equipe: Zé Carlos, Perivaldo (Beto), Osmar, Renê e Rodrigues; Luizinho e Mendonça; Gil, Bráulio (Ademir), Nilson e Mário Sérgio. 
2º jogo — Contra o América (RN). Data: 1-2-78. Local: Maracanã. Resultado: BOTAFOGO, 2x0. Equipe: Zé Carlos, Beto, Osmar, Fred e Rodrigues; Luizinho e Mendonça; Gil, Bráulio (Ademir), Nilson (Ricardo) e Paulo César. Artilheiros: Mendonça e Nilson. 
3º jogo — Contra o Atlético (MG). Data: 12-2-78. Local: Maracanã. Resultado: Empate, 0x0. Equipe: Zé Carlos, Perivaldo, Osmar, Fred e Rodrigues; Luizinho (M. Sérgio) e Mendonça; Gil, Bráulio (Ademir), Nilson e P. César. 
4º jogo — Contra o Cruzeiro. Data: 19-2-78. Local: Belo Horizonte. Re-ultado: BOTAFOGO, 3x0. Equipe: Zé Carlos, Perivaldo, Osmar, Fred (Odélio) e Rodrigues Neto; Luizinho e Mendonça; Gil, Ademir (M. Sérgio), Nilson e Paulo César. Artilheiros: Mendonça, Gil e Nilson. 
5º jogo — Contra o Fast. Data: 22-2-78. Local: Maracanã. Resultado: BOTAFOGO, 3x1. Equipe: Zé Carlos, Perivaldo, Osmar, Fred e Rodrigues Neto; Luizinho e Mendonça; Gil, Ademir, Nilson (Ricardo) e Paulo César. Artilheiros: Mendonça, Nilson e Paulo César. 

Acervo particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 32 de janeiro e fevereiro de 1978
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Repetindo a excelente campanha realizada na Copa Brasil de 1977, o Futebol botafoguense mais uma vez esteve brilhante, na primeira fase da Copa Brasil de 1978. Nossa equipe realizou 11 jogos, vencendo 7 e empatando 4 pelejas. Nosso ataque marcou 16 tentos e nossa defesa deixou passar apenas 3 gols. Obtivemos a 2ª colocação da Série D. Estamos disputando a Chave 1, contra os seguintes adversários: Corinthians, América (RJ), Botafogo (SP), Comercial (SP), Juventude, Sport, Operário de Campo Grande (MT) e Flamengo. Em nosso Próximo número, traremos os detalhes relativos à fase da Copa Brasil-78. Eis a ficha completa dos jogos realizados pelo ALVINEGRO: 
1º jogo -Contra o Itabuna (BA). Local: Itabuna. Data: 26-3-78. Resultado: BOTAFOGO, 2x0. Equipe: Zé Carlos, Perivaldo, Osmar, Renê, Luizinho; Wecsley e Mendonça; Dé. Nilson, Mário Sérgio (Ademir Lobo) e Clóvis (Ricardo) Gols: Mendonça e Dé. 
2º jogo: Contra o Bahia. Local: Maracanã. Data: 2-4-78. Resultado: Empate, 1x1. Equipe: Zé Carlos, Perivaldo, Osmar, Renê e Beto; Wecsley (Ademir Lobo) e Luizinho; Nilson, Dé, Mendonça e Clóvis. Gol: Dé. 
3º jogo: Contra o Sergipe. Local: Maracanã. Data: 6-4-78. Resultado: MOTAFOGO, 5x1, Equipe: Zé Carlos, Perivaldo, Osmar, (Fred) Renê, Beto; Luizinho e Mendonça; Cremilson, João Paulo, Nilson e Clóvis. Gols: Mendonça, 3; Cremilson e Nilson, 1. 
4º jogo: Contra o Volta Redonda. Local: Volta Redonda. Data: 9-4-78. Resultado: BOTAFOGO 1x0. Equipe: Zé Carlos, Perivaldo, Osmar, Renê e Beto; Luizinho e Mendonça; Cremilson, João Paulo, Nilson e Clóvis. Gol: João Paulo. 
5º jogo: Contra a Ponte Preta. Local: Campinas (SP)1. Lata: 16-4-78. Resultado: BOTAFOGO, 1x0. Equipe: Zé Carlos, Perivaldo, Osmar, Renê e Luizinho; Wecsley e Mendonça; Cremilson, João Paulo, Nilson e Clóvis. Gol: Mendonça. 
6º jogo: Contra o Vasco da Gama. Local: Maracanã. Data: 23-4-78. Resultado: Empate, 0x0. Equipe: Zé Carlos, Perivaldo, Osmar, Renê e Beto (China); Luizinho e Mendonça; Cremilson, Dé, Nilson e Clóvis. 
7º jogo: Contra o Vitória (BA). Local: Salvador. Data: 30-4-78. Resultado: BOTAFOGO, 3x0. Equipe: Zé Carlos, Perivaldo, Osmar, Renê e China; Luizinho e Mendonça; Cremilson, Dé (João. Paulo), Nilson e Paulo Cesar. Gols: Nilson, 2 e Dé, 1. 
8º logo: Contra o Confiança. Local: Aracaju. Data: 3-5-78. Resultado: BOTAFOGO, 1x0. Equipe: Zé Carlos, Perivaldo, Osmar, Renê, China (Wecsley); Luizinho e Mendonça; Cremilson, Dé, Nilson e Paulo Cesar. Gol: Renê. 
9º jogo: Contra a CSA ,(AL). Local: Maceió. Data: 7-5-78. Resultado: Empate, 0x0. Equipe: Zé Carlos, Perivaldo Renê e China; Luizinho e Mendonça; Cremilson, (Wecsley), Dé, Nilson e Paulo Cesar. 
10º jogo: Contra o CRB (AL). Local: Maracanã. Data: 10-5-78. Resultado: BOTAFOGO, 1x0. Equipe: Zé Carlos. Osmar, Fred (Geraldo), China; Luizinho e Mendonça; Cremilson (João Paulo), Dé, Nilson e Paulo Cesar. Gol: Dé. 
11º jogo: Contra o Guarani (SP). Local: Maracanã. Data: 14-5-78. Resultado: Empate, 1x1. Equipe: Zé Carlos, Perivaldo, Osmar, Renê e China; Luizinho e Mendonça; Cremilson, Dé, Nilson e Paulo Cesar. Gol: Cremilson. 

Acervo particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 233 de março e junho de 1978
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